Mulher forte, engajada e com iniciativa, essa é a vereadora Sirlene Borba, que faz na Câmara Municipal de Goiânia um trabalho voltado para a comunidade. Em entrevista a seguir, Sirlene fala de seus projetos e trabalhos como vereadora.
Revista Exata: Quais são suas metas como vereadora de Goiânia?
Sirlene Borba: Tenho trabalhando basicamente nas coisas que gosto, e uma delas é a habitação. Sou funcionária da Caixa há 25 anos e sempre trabalhei com habitação, tanto popular quanto com grandes empresas, e com as cooperativas. Tenho trabalhado também a questão da educação. Temos um projeto de lei chamado “Educação Cooperativista”, que visa incluir a matéria na educação inicial já nos primeiros anos da criança. Assim, ela vai aprender desde cedo sobre o cooperativismo. Sou pedagoga, dou aula na faculdade e isso nos leva a acreditar muito na educação.
Revista Exata: Vigora na Câmara projeto de lei que trata do lixo eletrônico. Qual a importância de debater esse tema?
Vereadora: Todos nós temos em casa uma televisão velha ou mesmo uma lâmpada fluorescente. A questão é: onde depositar essa material quando ele perde o uso?
Nesse sentido, nosso projeto de lei é basicamente educativo, pois visa que as empresas que vendem esses produtos deixem afixado, em seu ambiente comercial, explicações quanto aos malefícios que a destinação inadequada do lixo eletrônico pode causar se chegar ao lençol freático e ao meio ambiente. Hoje a prefeitura já faz a coleta desses produtos. E nosso projeto tem por objetivo dar uma destinação correta, pois hoje ela tem entregado às cooperativas, mas onde as cooperativas estão depositando esse lixo?
Esse é um momento de debater e nos preocuparmos com esse assunto, pois o lixo eletrônico está aumentando muito e precisa de uma legislação, inclusive federal, que trate desse assunto.
Revista Exata: Em seu trabalho como vereadora, há uma atuação nos bairros oferecendo atendimentos de saúde. Em que consiste esse trabalho?
Sirlene Borba: Eu faço parte do Lions Clube Goiânia Norte, e nós servimos a comunidade levando alguns atendimentos médicos. Fazemos ultrassonografias de mama, oferecendo atendimento preventivo. Fazemos ultrassom em 4D. E é um trabalho fantástico, que me deixa muito entusiasmada a trabalhar mais, pois vemos de perto o quanto as pessoas precisam.
Revista Exata: Como são feitos esse atendimentos?
Vereadora: Hoje, um dos grandes problemas de Goiânia é a saúde. Os Cais (Centros de Assistência Integral à Saúde) cheios e as pessoas reclamando. Os exames que nós levamos são exames difíceis de serem feitos através do Sistema Único de Saúde (SUS). São: eletrocardiograma, ultrassom de mama,abdômen superior, pélvica, endovaginal e ultrassom em grávidas. Então, são exames demorados, e através desse trabalho realizamos as triagens e os procedimentos, dentro de um ônibus, onde foi montada toda estrutura.
Acredito que se tivéssemos essa saúde itinerante em Goiânia, espalhada por 20 bairros, quando o problema chegasse ao Cais já era para ter aquele atendimento efetivo, pois se antes já tivesse sido feita a triagem, nós minimizaríamos os efeitos do problema.
Além disso, no ônibus também fazemos um trabalho educativo, orientando as pessoas quanto à alimentação saudável, para que não venham a ter problemas de saúde.
Revista Exata: A senhora declarou que é contra os Vazios Urbanos. O que seria isso?
Sirlene Borba: É muito triste ver Goiânia com vários vazios urbanos, pessoas que ficam segurando lotes, esperando que o poder público leve infraestrutura para que tenham um ganho, na chamada especulação imobiliária do loteamento.
A prefeitura vai fazer a desafetação de áreas, por enquanto, apenas de áreas públicas, o que já considero muito benéfico. Falei para o prefeito: “Isso é inclusão social”. Você vai construir moradias onde já existe escola, creche, posto de saúde, onde já existe uma infraestrutura e uma rede de proteção social. Nós não podemos em pleno século XXI, construir conjuntos onde se coloca uma família que está na margem de risco, que não oferece nenhuma infraestrutura e sem ocupação para os jovens. Assim a gente resolve o problema da moradia e provoca outro. Desse modo sou favorável a desafetação das áreas, pois precisamos de uma cidade mais compacta.
Revista Exata: O que é o Projeto cultural?
Vereadora: A Lei Hugo de Carvalho Ramos determina que todas as pessoas que concorressem a este prêmio e ganhassem, teriam direito a impressão de mil livros. A questão é que na época que esta lei foi instituída, 1944, não havia muitas gráficas. Hoje, porém, o problema já não é a impressão e sim a distribuição, chegar a uma grande editora.
Nossa proposta é fazer com que as pessoas premiadas todos os anos, tenham a oportunidade de colocar sua obra numa rede de distribuição. E essa é a nossa preocupação: dar aos goianos o espaço merecido no mercado nacional. Nesse sentido estamos trabalhando para que essa lei seja alterada, pedindo que esse prêmio continue, mas que a prefeitura faça esse intercâmbio e consiga essa distribuição com as grandes editoras.

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